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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Filme-Debate "Que bom te ver viva" e Ato do Dia Internacional da Mulher Trabalhadora. Oficina de Iniciação do Wendo dia 6.

O Coletivo de Ação Feminista estará realizando atividades para o 8 de março. Exibiremos o filme-documentário da cineasta Lúcia Murat, "Que bom te ver Viva", em que a experiência de mulheres com a violência política sofrida sobre suas subjetividades e corpos, sobreviventes de tortura durante a ditadura militar brasileira, é finalmente tirada do silêncio.



O CAF, além de tentar resgatar este debate, fará a articulação com a criminalização dos movimentos sociais e, nisso, o caráter político da situação de clandestinidade que o sistema Patriarcal condena mulheres: foi somente durante a ditadura militar recente que tivemos conhecimento da repressão política? A crescente criminalização de mulheres que realizam abortos pois a lei que o proíbe, a falta de escolhas, a exclusão de mulheres lésbicas da assistência a saúde e as demissões por motivação lesbfóbica, a violência sexual que nos faz viver em estado de medo nos ambientes públicos e nas ruas, a heterosexualidade compulsória que pune quem transgride os limites dos comportamentos estabelecidos como femininos e masculinos, o número de mulheres nas prisões sem julgamento, a ação repressiva da polícia sobre a população negra e pobre, o número de femicídios e a exposição das mulheres na prostituição e as mensagens de ódio na pornografia acaso não nos dizem de formas repressivas de violência empregada para controlar e silenciar àqueles que desobedecem? Não é a violência contra a mulher em geral uma perseguição e correção, intimidação política? E quanto ao anti-feminismo que também busca tornar arriscado e vigiado qualquer posicionamento da mulher? E quanto ao capitalismo neoliberal que somos levados a celebrar por essa falsa idéia de que a Ditadura e essa discussão acabou?

Quando?
Dia 5 de março, sexta feira, às 9hrs.
Onde?Reitoria da UFPR, anfi 100.
http://br.mc1134.mail.yahoo.com/mc/compose?to=acaofeminista@gmail.com
http://acaofeminista.blogspot.com/
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100 anos do 8 de março – Dia internacional da Mulher:
O que conquistamos?


No próximo dia 8 de março se completa o centenário da data de memória das lutas das mulheres no mundo, criada em protesto a repressão e morte de uma greve de mulheres trabalhadoras por seus patrões. Um século depois, nos perguntamos: O que mudou? Por que o feminismo se faz necessário?

Mulheres seguem sendo perseguidas e mortas pelo sistema patriarcal: em 2008 várias mulheres foram presas por realizarem aborto, que ainda é ilegal. A cada 8 minutos uma mulher morre por realização deste em condições insalubres. Além disso, são 3 mulheres assassinadas por seus maridos em Curitiba e região metropolitana, em consequência das idéias machistas que geram a violência contra a mulher, e ainda há apenas 1 centro de acolhimento destas em Curitiba inteira. A pobreza feminina agrava, seus trabalhos são mal-remunerados e sobrecarregados com os serviços do lar e de sustento da família. Temos medo de andar sozinhas numa rua a noite porque a violência sexual é uma realidade.

O COLETIVO DE AÇÃO FEMINISTA REALIZA ATIVIDADES E CONVIDA TODAS E TODOS A PARTICIPAREM!!

Dia 5 de março: exibição e debate do filme "Que bom te ver viva" de Lúcia Murat, sobre a repressão política às mulheres na ditadura militar na reitoria da UFPR.
Dia 6 de março: Marcha em ato pelo 8 de março, concentração na Santos Andrade às 10hrs da manhã.
Dia 8 de março: Boca Maldita, panfletagem e ações promovidas pelo Coletivo de Ação Feminista na XV.



Venham para a Luta!!



COLETIVO DE AÇÃO FEMINISTA




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Mais um informe: Oficina de Iniciação do WENDO no dia 6 de março:

# Informativo WenDo/CWB – 05 #


No sábado dia 6 de Março haverá Oficina de Introdução ao Wendo (Autodefesa Feminista). Esta oficina é direcionada para mulheres a partir de 14 anos de idade, que têm interesse em conhecer técnicas básicas de defesa pessoal feita por mulheres e para mulheres.

Se houver interesse, após esta oficina você pode integrar o grupo de treino, onde praticamos técnicas mais avançadas.


Inscrições: wendo.cwb@gmail.com

Telefone: 9679-4180

ATENÇÃO! AS VAGAS SÃO LIMITADAS!!


Se você se inscrever e não puder comparecer, favor avisar com 48 horas de antecedência para não tirar a vaga de outra mulher.

A colaboração com os custos da oficina é voluntária e a quantia fica a seu critério! Por favor, não deixe de vir se não puder contribuir!

Recomendamos o uso de roupas leves e confortáveis. Pedimos a todas que tragam seus canecos de casa, para evitarmos desperdício de copos plásticos.


Horário: das 9:00 às 13:00 h aprox.

Tolerância máxima de 10 min. Após, não será permitida a entrada.

Pedimos que chegue um pouco mais cedo para nos organizarmos.

LOCAL: SISMUC (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba)
Rua Monsenhor Celso, 225, 9 andar. Cj 901/902 - Centro.

Se você gostaria de participar, mas não pode nesta data / horário, nos escreva mesmo assim, para que possamos ter seu contato e avisá-la de uma próxima oficina.

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O Wen-Do é uma autodefesa que surgiu no Canadá nos anos 60, feito por mulheres e para mulheres. Reúne técnicas fáceis para que possam ser usadas de forma efetiva, sem necessidade de força ou condicionamento físico.

Mas não se trata apenas disso; é uma prática que faz com que as mulheres reflitam sobre a violência de gênero em diversos aspectos (físicos, psicológicos, etc.) e, assim, aprendam a se prevenir e a se defender. É um espaço para o fortalecimento global das mulheres!


segunda-feira, 28 de setembro de 2009

28 de Setembro: Dia latino-americano e Caribenho de Luta pela Legalização do Aborto e femicídios em Curitiba: Qual a relação?


Nesta última sexta-feira, dia 18 de setembro de 2009, foi publicada uma matéria na Gazeta do Povo intitulada "No alvo, a mulher", relatando que em média 3 mulheres são assassinadas por semana em Curitiba e região e alertando o aumento de crimes em que as vítimas são mulheres. Inicialmente é importante lembrar que há uma reivindicação do movimento feministas de destacar as mortes de mulheres pelo termo 'femicídio', indicando a especificidade de gênero contida nos crimes contra mulheres.
Após a leitura desta matéria pensamos: "qual a relação entre os assassinatos, a clandestinidade do aborto e os altos índices ainda existentes de mortalidade materna, além de outras causas de morte especificamente femininas"?

Mulheres estão morrendo, basicamente, por fatores tais como: violência doméstica, falta de assistência ao parto e atenção pré-natal e complicações por abortamento inseguro, além de crimes de ódio, como lesbofobia e violência sexual. Os índices relativos à saúde feminina não são otimistas e nos mostram que as dificuldades enfrentadas por mulheres no acesso à essa derivam das políticas sexistas que historicamente as definem como propriedade dos homens e os impactos reais da desigualdade de gênero e das idéias culturais da sua inferioridade.
As mortes e outras formas de exposição não são casuais, e sim estão integradas como uma política sexual que, com recursos ideológicos, materiais, psicológicos e culturais, procura manter mulheres numa posição subordinada, de forma a melhor explorar e dispôr de seus recursos (reprodução, cuidados, trabalho doméstico). A violência masculina e sua educação para 'serem homens' (viris, bélicos) vem como mecanismo para fazer com que cada um deles se encarregue por manter esse regime - o regime Patriarcal - assim como as mortes de aborto e lesbofobia também representam uma 'punição' às mulheres que transgridem a condição de gênero e social que lhes é imputada. Pode-se dizer que funcionam até mesmo como uma ameaça: não ousem ir muito longe.
Podemos concluir que o Patriarcado está exterminando as mulheres, uma vez que a morte é o ponto culminante do controle quando os demais mecanismos a manter um grupo subjugado falharam. E este extermínio está sendo legitimado por lei - criminalização do aborto que faz com que milhares de mulheres se submetam a procedimentos em condições precárias-, pela falta de assistência básica a sáude da mulher, ou em decorrência da impunidade com que são tratados os agressores, que é resultante da própria desigualdade de poder entre os gêneros, submetendo a população feminina a uma maior vulnerabilidade e limitando a tutela de direitos a vida, bem como a falta de autonomia no processo jurídico.
Procurar viver como se deseja, seguir seus projetos e ter integridade física e mental acaba por representar uma batalha individual para muitas de nós, mas o Movimento Feminista nos mostra a importância de fazer essa luta em conjunto e reconhecer politicamente os problemas que nos atingem. Afinal, 'O Pessoal é Político'!
texto realizado coletivamente pelo CAF.

outras fontes:

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Oficina em Direitos Reprodutivos

A AMB está organizando, dia 19 agora, uma oficina de capacitação para abordar o tema do aborto. Vai ser aberta a mulheres que são a favor da legalização, para afiar os argumentos:

Referente ao dia 28 de setembro - Dia Internacional de Luta pela Descriminilização do Aborto na América Latina e Caribe


Algumas atividades agendadas:

Dia 19 de setembro - Oficina - Saúde sexual e reprodutiva - 9h às 18h -
Local - Espaço Cultural do SEEB Curitiba - Rua Piquiri, 380



Promoção - Fórum Popular de Mulheres - Responsáveis - Eliana - CUT-PR e Doris - AMB
Interessadas entar em contato pelo e-mail
dorismargareth@terra.com.br, pois as vagas sao limitadas


Dia 24 de setembro - IX Edição do Café com Debate - Tema: "Aborto uma questão de saúde pública" - exposição: Dra Alaerte Leandro.
Local - Espaço Cultural do SEEB Curitiba - Rua Piquiri, 380
Horário - 17:30h às 19h


28 de setembro - audiência pública - Plenarinho a confirmar