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quarta-feira, 6 de abril de 2011

"Escracho Público ao Machista Agressor". Ato de Feministas contra o Aumento



Por um mundo sem catracas e sem violência machista!


Estamos aqui hoje para falar de um assunto que tem nos afetado muito nesses meses de luta contra o aumento: a presença de um agressor de mulheres no centro das mobilizações.


Há cerca de 6 meses um dos militantes do movimento passe livre de São Paulo ameaçou de morte, perseguiu, constrangeu, agrediu verbalmente, insultou e limitou o espaço físico de uma companheira de movimentos sociais autônomos. Esse agressor tem que ser chamado pelo nome: ele se chama Xavier (Rafael Pacchiega).


Fazemos essa denúncia porque esse agressor continua frequentando os mesmos espaços políticos como se não houvesse acontecido nada ou como se aquilo que aconteceu não tivesse relevância política nenhuma. Que as agressões cometidas contra as mulheres sejam vistas como algo de pouca importância infelizmente não nos surpreende. Os movimentos sociais têm muita dificuldade de enfrentar coletivamente e publicamente as violências machistas que acontecem em seu meio. É estranho ver como as bocas daqueles que defendem todo o tempo que tudo é coletivo ou que assim deveria ser, ficam caladas nesse momento por um bizarro pudor. Insistem em tratar essas questões como algo menor diante das "lutas prioritárias" ou como algo pessoal que deve ser resolvido no âmbito privado. Privado nem pensar! As relações pessoais entre homens e mulheres são encarnações concretas do heteropatriarcado, uma estrutura historicamente desigual de opressão que é anterior à existência das catracas e do próprio capitalismo.


Um exemplo banal (ou nada banal) daquilo que estamos falando: por que se indignar diante de uma brutal repressão da polícia, mas silenciar e consequentemente acobertar a violência exercida contra as mulheres? A integridade dos corpos das mulheres não importam? Os corpos das mulheres têm menos valor que os outros? Ou só importam quando estão aglutinados na massa das lutas prioritárias e são invisibilizados na sua condição específica de mulheres?


Alguns podem pensar e dizer que nossa ação desvia a atenção do foco principal do movimento para coisas menos importantes, enfraquecendo a luta, que somos exageradamente radicais, que estamos "demonizando" alguém que cometeu um equívoco… Alguém vai chegar a dizer que somos loucas, histéricas e inclusive agressivas. A denúncia que estamos fazendo nesse momento é parte da reação ao abuso cometido e se constitui como uma ação direta de autodefesa feminista. Queremos denunciar a existência desse tipo de abuso e garantir que os movimentos sociais não sejam espaços de agressão, medo e opressão a nós mulheres e sim espaços de troca, de estabelecimento de relações de confiança, solidariedade e empoderamento de todas e todos nós. E isso deve ser uma tarefa assumida coletivamente. Entretanto, repetidas vezes, esses movimentos que se colocam como antagonistas de todas as opressões, se voltam contra aquel*s que denunciam a violência sem enfrentar efetivamente a discussão.


Não somos as primeiras e nem seremos as últimas a sermos violadas, agredidas, ameaçadas, silenciadas e invisibilizadas por militantes dos movimentos sociais. Mas também não somos as primeiras e não seremos as últimas a denunciar publicamente o acontecido. Estamos fartas de dividir espaços com misóginos que gostam de perseguir repetidamente as mulheres e depois livrar a cara dizendo que estavam surtados, com a ajuda cúmplice daquel*s que o defendem.


Nenhuma agressão ficará sem resposta.


http://www.youtube.com/watch?v=zvqBxEFJMy0&feature=related


http://feministascontraoaumento.noblogs.org

terça-feira, 16 de novembro de 2010

27 de Novembro: Programação para o Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher!!


Tomar as Noites! Retomar nossos Corpos!

“Tome as Noites” é uma manifestação internacional contra a violência sexual que radica na apropriação dos corpos das mulheres e lésbicas pela hegemonia patriarcal. O terrorismo sexual que vivemos existe para manter os lugares sociais heterosexistas de homens e mulheres e o Poder Masculino, declarando que o espaço público e o mundo são dos homens e o das mulheres, o da casa e o confinamento doméstico, ou a manutenção da própria categoria social 'Mulher'.

Tomar as noites e as ruas é uma questão da visibilidade pública e da produção de um imaginário não-patriarcal para fazer frente às violências sexuais-políticas, mentais e corporais contra mulheres, violências que são essas formas de colonização.

“Pela descolonização dos nossos imaginários!”

Programação - 27 de novembro:

* 14h: Exibição do filme “La Teta Asustada” de Carla Llosa (Peru) + debate sobre a violência sexual, colonização e resistência na América Latina.
* 16h30:
Oficina de Stencil e Lambe.
* 18h30: Ato “Tome as Noites”.


!materiais: tragam seus rolos, estiletes, tesouras de unha, chapas, exames de raio-X antigos grandes e seus desenhos, colagens, recortes, imagens impressas, serigrafadas, xerocadas, com temática que para você expresse sua raiva e se manifeste!".

*** Local: FEDERAÇÃO DAS MULHERES DO PARANÁ. Rua Desembargador Westphalen,15. (Edifício Dante Aligheri, 6ºandar, sala 1601. (Esquina com Emiliano Perneta, em frente ao Museu de Artes do Paraná e Praça Zacarias).

Cartaz de divulgação baixe aqui!

terça-feira, 23 de março de 2010

Feminismo? Por que Feministas?

O Feminismo é um movimento social e uma ideologia política que geralmente é definido como a luta pela igualdade de condições entre homens e mulheres, mas que na verdade se expande para incluir a igualdade entre todos seres humanos e o respeito a todas formas de vida. De fato, desde os 60, feministas vieram lutando para que mulheres fossem reconhecidas como, mais que mulheres, seres humanos assim como os homens e qualquer outro gênero, assim afirmando a sua dignidade humana e desmistificando as noções clássicas que ditam o que mulheres e homens são ou devem ser, e as supostas diferenças entre esses.

Embora o termo feminismo ou feminista seja recente, não significa que mulheres nunca tenham lutado, ao longo da história, pela sua liberdade e afirmação. A resistência de mulheres sempre existiu, talvez um dos mais antigos registros de uma resistência de mulheres tenha sido a caça às bruxas durante a Inquisição Medieval, onde muitas mulheres que saiam do que era esperado delas - subordinação, obediência, resignação - mulheres que ousavam ocupar áreas de atividade e trabalho não permitida à mulheres, eram denunciadas e mortas, queimadas publicamente como 'ameaças à ordem'. Mulheres que expressaram alguma rebeldia e insubmissão ao longo do tempo podem ser vistas como feministas. Mesmo assim, por maior que seja o medo de mulheres de contestar as injustiças que presenciem, sempre há um grau de incômodo em todas mulheres, que às vezes são expressos em depressões e ansiedades, ou em pequenos e invisíveis sabotagens - queimam a comida, atrasam o expediente, 'nunca vencem a casa' demonstrando não-adaptação aos modelos exigidos delas.

Mulheres no começo do século XX passado sentiam muita inquietação e descontentamento por não se verem em possibilidades de exercerem todos seus potenciais, pois apenas eram permitidas atuarem no campo doméstico e não participar da vida pública de sua sociedade. Mulheres de classes mais pobres eram, pelo contrário, sobre-exploradas, situação que permanece, e assim se organizaram em movimentos de reinvindicação de melhorias nas condições de trabalho.

De onde vem a subordinação da Mulher?

Aprimorando suas análises, as feministas vão dizer, então, que a base da opressão sobre mulheres é o chamado Patriarcado, regime da dominação masculina, estabelecido pelo direito paterno na fundação da família. Nesta, surgem as divisões de trabalho doméstico e social, divisão que é falsa pois o trabalho de casa (incluindo aí toda gerência da família e seu bem-estar, o cuidado e criação dos filhos, a satisfação dos membros) é um trabalho social indispensável para que o Capitalismo se garanta. O trabalho feminino, de fato, é o mais sobrecarregado de todos, invisível - por não ser admitido como trabalho e sim como algo obrigatório derivado de sua condição de 'mulher' e 'mãe' - e sem reconhecimento social, não remunerado. Portanto, trata-se de um trabalho escravo.

Esse mesmo regime econômico (economia como sendo a administração dos meios de vida) precisou criar as classes sexuais como as conhecemos, homem e mulher, onde o primeiro representa os atributos da atividade, força, liderança, poder e o segundo passividade, impotência, obediência e dependência. Assim sendo, a origem de todas categorias de opressão - senhor/servo, patrão/subordinado, opressor/oprimido - surgem da divisão primeira da humanidade entre homens e mulheres. Todo oprimido, nas análises feministas, é ‘feminilizado’. A feminilidade é uma construção cultural que nos molda nos sujeitos que devemos ser, assim aprendendo desde cedo como 'funcionar' no sistema para que esse continue também 'funcionando' adequadamente. Isso significa que todos oprimidos têm algo em comum também, e que Racismo, Homofobia, Especismo (exploração dos animais), Classismo são lutas feministas pois, quando atacam os direitos de um destes grupos, atacam aos nossos também e de nós todos. A nossa Libertação só existirá quando todos forem Livres.
Então, enquanto as análises críticas de todos movimentos sociais não incorporarem as noções feministas não poderemos almejar uma profunda e verdadeira transformação social, já que o regime patriarcal é o mais antigo de todos e se ele permanece, mantêm reproduzindo os modelos e opressões que originam as sociedades Capitalistas, Imperialistas, colonizadas e militarizadas.

Feminismo é o contrário de Machismo?

Feminismo não significa extinção de homens, nem opressão à homens (geralmente isso é usado como uma forma de censura, perseguição e divulgação de um anti-feminismo e para que outras mulheres tenham medo de assumir a luta). Feminismo tampouco é a afirmação de um 'poder feminino', já que tal poder não existe numa sociedade de dominância masculina, e constitui uma defesa que geralmente significa 'poder de barganhar algo através da prostituição', e também nem seria estratégia reivindicar ser o feminino construído pelos homens. Mesmo que uma mulher tenha algum 'poder', com razoável independência financeira e inserção no mercado capitalista, o fato de estar no contrato de trabalho representa que não possui poder real, e principalmente: coletivamente não possuímos poder. A Liberdade que o feminismo reinvindica não é a Liberdade de Mercado nem a liberdade de ser um nicho de mercado (consumo de produtos de beleza, etc.) nem a Liberdade de entrar no contrato necessariamente desigual do trabalho assalariado. Feminismo luta pelo poder coletivo de mulheres, nas suas vidas para fazerem decisões e na vida pública para sua verdadeira participação nas decisões sociais, assim como verdadeiras condições de trabalho e de realização e desenvolvimento pessoal. Aliado a outras lutas, o feminismo luta pelo Poder Popular, para que o Governo seja o governo social do Povo.

O ‘Poder’ foi disputado como uma estratégia feminista no começo de suas movimentações, e hoje ainda permanecem pautas por maior inclusão nos cargos governamentais, nos partidos e outros. Embora tenha sido uma estratégia que trouxe alguns ganhos, vem demonstrando dispersar movimento em sua atuação realmente revolucionária: com as classes sociais populares, em movimentos de moradia, terra, indígena, comunitários e de bairro. Nossa libertação e a revolução não será dada pelos que estão no Poder. O Estado e o Governo surgem junto com Patriarcado e estruturalmente (para o fim que foram concebidos) existem para apoiar os grupos que estão no Poder, estes que comandam o tráfico internacional de mulheres, que invadem países, promovem guerras, destróem meio ambiente, poluem águas e dominam vastos territórios de terras e envenenam o solo, invadem nossa vida com bens de consumo que não trazem a felicidade e que muitas vezes nos matam com produtos químicos usados na confecção dos alimentos. O Estado e o Capitalismo fazem parcerias com movimentos sociais para ganhar sua força para seu lado, para o lado dos capitalistas, industriais e agressores, e fazem negociar nossos direitos flexibilizando nossas pautas. Atualmente com o processo de globalização, os países de terceiro mundo vêm aumentada a pobreza, e quem mais sofrem são as mulheres. A pobreza leva ao incremento da prostituição e da exposição dos filhos das mulheres ao uso de drogas e ao abandono à violência das ruas. Como o racismo veio da colonização que sofremos, negras e negros são os mais atingidos pelas políticas do chamado neoliberalismo, que vêm implantando a flexibilização das leis trabalhistas em nossos países de forma a disponibilizar mão-de-obra barata para países ricos/imperialistas e para gerar os contigentes de prostituição para o tráfico internacional.

A situação não dá indícios de estar melhorando, com desempregos todo dia e crises no 'mercado financeiro', este que agora determina nossas vidas aumentando o preço dos alimentos ou nos distraindo da dor e injustiça com bens de consumo supérfluos que se tornam acessíveis. Podemos estar confortáveis até a hora em que os impactos das políticas do patriarcado-capitalismo hegemônico chegarem até nós, mulheres, nossos familiares, filhas e filhos, companheiros/as e pessoas que amamos.

Defendemos, portanto, um Feminismo aliado às lutas populares, autônomo, combativo, radical, revolucionário e independente de bandeiras partidárias.

Mulheres venham para a luta!!

MITOS E FATOS

“Feminismo é o contrário de machismo”

MITO! Machismo é a idéia da superioridade dos homens, que se expressa na sua maior valorização social. Homens ocupam mais cargos de decisão, recebem salários maiores, são donos da maior parte das terras e riquezas mundiais. Mulheres são vistas como incapazes para certos empregos, seu trabalho é visto como complementar, mal-remunerado e seu lugar como sendo o da casa. Também são machistas as violências cometidas por homens contra as mulheres (estupros, espancamentos, agressões verbais e psicológicas, depreciação de suas capacidades e de sua vida: 'não cozinha bem, não faz nada direito, não é sexualmente atraente, está gorda'... que são formas de controle), atitudes de limitação de sua autonomia e capacidade, a presunção de que não sabem cuidar de si mesmas e precisam da proteção e apoio de um homem financeiramente, moralmente ou administrativamente. Geralmente dizer que feminismo é contrário de machismo é uma forma de inibir mulheres de assumir essa luta. O feminismo luta para que mulheres e homens sejam reconhecidos como Seres Humanos com mesmas possibilidades de desenvolvimento.

“ Feminismo é a luta histórica das mulheres por libertação!”

VERDADE! Essa liberação diz respeito a buscar uma nova identidade para as mulheres, ou seja, algo diferente do que estamos vivendo hoje, assim como uma nova forma de sociedade e de relações pautadas em novos valores. As feministas lutam pelo fim das violências contra mulheres e as lógicas de poder desiguais que o permitem, por uma sexualidade livre, conhecendo nossos corpos, o que nos dá prazer, acabando com a repressão sexual e a dupla moral que apenas permite o gozo sexual aos homens e pela liberdade de escolher nossa parceria amorosa, pela auto-aceitação, de nossos corpos e pessoas como realmente são, pela inserção das mulheres nos campos de trabalho que não os tradicionalmente femininos e por remuneração justa, pelo fim da dupla-jornada de trabalho que sobrecarrega mulheres nos trabalhos domésticos e os de ‘fora’, pelo resgate da cultura de mulheres, pela produção e expressão de nossos pensamentos nos campos das idéias e ciências, pela visibilidade lésbica que pôe em cheque a noção de que a heterosexualidade é uma premissa universal, pela saúde integral de mulheres e pela proteção do meio ambiente.

“Feministas são lésbicas recalcadas e mal amadas!”

Essa acusação é lesbofóbica e sexista. A lesbianidade aqui é definida como negativa, e é usada a estigmatização social relacionada a ela para inibir a adesão de mulheres ao feminismo assim como aos relacionamentos não-heterosexuais, e como forma de vigiar e reprimir seus movimentos e comportamentos, já que, na história, sempre que uma mulher expressou mais autonomia, vontade de crescer, estudar, ser ativa e participar da vida social, eram chamadas de 'feministas!' ou algo como 'transgressoras', 'subversivas' e... 'lésbicas'. Essa proximidade entre lesbianas e feministas se deve ao fato de que, ao longo da história, lésbicas também foram mulheres que não se conformaram aos ditames sociais e lutaram pela sua liberdade, assim como pelo fato de que o lesbianismo sempre foi visto como um perigo à ordem machista-patriarcal por representar a visibilidade de uma vida fora do contrato de submissão sexual e de trabalho doméstico com um homem.

Como nossa sociedade pune muitas vezes com morte essa escolha por mulheres e por uma vida fora do esperado para estas, chamar mulheres almejando liberdade de lésbicas é ao mesmo tempo, uma forma de tornar arriscadas suas opções políticas e contê-la, assim como também esconder a possibilidade do amor entre mulheres em sua potência revolucionária. Mulheres são ensinadas para agradar e quando expressamos nossos desejos de maior afirmação humana, nos induzem culpa por gerar 'tanto barulho e desconforto'.

O que é ser feminista então? Eu sou uma feminista?

Ser tornar feminista é conseguir se indignar com as questões expostas, de violência, falta de acesso à condições iguais de trabalho, morte, exposição de mulheres na prostituição, falta de autonomia reprodutiva nas decisões sobre seu corpo (se quero ser mãe ou não, se precisar realizar aborto estarei sem amparo e segurança legal), a invisibilidade do trabalho doméstico, a objetificação das mulheres nas mídias, a divulgação da violência sexual na pornografia, o controle que exercem sobre nosso corpo (padrões de beleza, uso obrigatório de cosméticos, demonização do aborto). Será que as feministas são ressentidas? Se é legítimo se ressentir da injustiça? Ou será que são simplesmente solidárias a todos os problemas que as mulheres sofrem? Será que para lutar por respeito e dignidade para as mulheres é ser mal-amada, ou passamos a questionar qual é o amor dos homens que nos matam, vendem e mutilam com seus padrões de beleza e definições do que é ser mulher?

(Por Coletivo de Ação Feminista. Contato: acaofeminista@gmail.com - http://acaofeminista.blogspot.com )

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Filme-Debate "Que bom te ver viva" e Ato do Dia Internacional da Mulher Trabalhadora. Oficina de Iniciação do Wendo dia 6.

O Coletivo de Ação Feminista estará realizando atividades para o 8 de março. Exibiremos o filme-documentário da cineasta Lúcia Murat, "Que bom te ver Viva", em que a experiência de mulheres com a violência política sofrida sobre suas subjetividades e corpos, sobreviventes de tortura durante a ditadura militar brasileira, é finalmente tirada do silêncio.



O CAF, além de tentar resgatar este debate, fará a articulação com a criminalização dos movimentos sociais e, nisso, o caráter político da situação de clandestinidade que o sistema Patriarcal condena mulheres: foi somente durante a ditadura militar recente que tivemos conhecimento da repressão política? A crescente criminalização de mulheres que realizam abortos pois a lei que o proíbe, a falta de escolhas, a exclusão de mulheres lésbicas da assistência a saúde e as demissões por motivação lesbfóbica, a violência sexual que nos faz viver em estado de medo nos ambientes públicos e nas ruas, a heterosexualidade compulsória que pune quem transgride os limites dos comportamentos estabelecidos como femininos e masculinos, o número de mulheres nas prisões sem julgamento, a ação repressiva da polícia sobre a população negra e pobre, o número de femicídios e a exposição das mulheres na prostituição e as mensagens de ódio na pornografia acaso não nos dizem de formas repressivas de violência empregada para controlar e silenciar àqueles que desobedecem? Não é a violência contra a mulher em geral uma perseguição e correção, intimidação política? E quanto ao anti-feminismo que também busca tornar arriscado e vigiado qualquer posicionamento da mulher? E quanto ao capitalismo neoliberal que somos levados a celebrar por essa falsa idéia de que a Ditadura e essa discussão acabou?

Quando?
Dia 5 de março, sexta feira, às 9hrs.
Onde?Reitoria da UFPR, anfi 100.
http://br.mc1134.mail.yahoo.com/mc/compose?to=acaofeminista@gmail.com
http://acaofeminista.blogspot.com/
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100 anos do 8 de março – Dia internacional da Mulher:
O que conquistamos?


No próximo dia 8 de março se completa o centenário da data de memória das lutas das mulheres no mundo, criada em protesto a repressão e morte de uma greve de mulheres trabalhadoras por seus patrões. Um século depois, nos perguntamos: O que mudou? Por que o feminismo se faz necessário?

Mulheres seguem sendo perseguidas e mortas pelo sistema patriarcal: em 2008 várias mulheres foram presas por realizarem aborto, que ainda é ilegal. A cada 8 minutos uma mulher morre por realização deste em condições insalubres. Além disso, são 3 mulheres assassinadas por seus maridos em Curitiba e região metropolitana, em consequência das idéias machistas que geram a violência contra a mulher, e ainda há apenas 1 centro de acolhimento destas em Curitiba inteira. A pobreza feminina agrava, seus trabalhos são mal-remunerados e sobrecarregados com os serviços do lar e de sustento da família. Temos medo de andar sozinhas numa rua a noite porque a violência sexual é uma realidade.

O COLETIVO DE AÇÃO FEMINISTA REALIZA ATIVIDADES E CONVIDA TODAS E TODOS A PARTICIPAREM!!

Dia 5 de março: exibição e debate do filme "Que bom te ver viva" de Lúcia Murat, sobre a repressão política às mulheres na ditadura militar na reitoria da UFPR.
Dia 6 de março: Marcha em ato pelo 8 de março, concentração na Santos Andrade às 10hrs da manhã.
Dia 8 de março: Boca Maldita, panfletagem e ações promovidas pelo Coletivo de Ação Feminista na XV.



Venham para a Luta!!



COLETIVO DE AÇÃO FEMINISTA




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Mais um informe: Oficina de Iniciação do WENDO no dia 6 de março:

# Informativo WenDo/CWB – 05 #


No sábado dia 6 de Março haverá Oficina de Introdução ao Wendo (Autodefesa Feminista). Esta oficina é direcionada para mulheres a partir de 14 anos de idade, que têm interesse em conhecer técnicas básicas de defesa pessoal feita por mulheres e para mulheres.

Se houver interesse, após esta oficina você pode integrar o grupo de treino, onde praticamos técnicas mais avançadas.


Inscrições: wendo.cwb@gmail.com

Telefone: 9679-4180

ATENÇÃO! AS VAGAS SÃO LIMITADAS!!


Se você se inscrever e não puder comparecer, favor avisar com 48 horas de antecedência para não tirar a vaga de outra mulher.

A colaboração com os custos da oficina é voluntária e a quantia fica a seu critério! Por favor, não deixe de vir se não puder contribuir!

Recomendamos o uso de roupas leves e confortáveis. Pedimos a todas que tragam seus canecos de casa, para evitarmos desperdício de copos plásticos.


Horário: das 9:00 às 13:00 h aprox.

Tolerância máxima de 10 min. Após, não será permitida a entrada.

Pedimos que chegue um pouco mais cedo para nos organizarmos.

LOCAL: SISMUC (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba)
Rua Monsenhor Celso, 225, 9 andar. Cj 901/902 - Centro.

Se você gostaria de participar, mas não pode nesta data / horário, nos escreva mesmo assim, para que possamos ter seu contato e avisá-la de uma próxima oficina.

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O Wen-Do é uma autodefesa que surgiu no Canadá nos anos 60, feito por mulheres e para mulheres. Reúne técnicas fáceis para que possam ser usadas de forma efetiva, sem necessidade de força ou condicionamento físico.

Mas não se trata apenas disso; é uma prática que faz com que as mulheres reflitam sobre a violência de gênero em diversos aspectos (físicos, psicológicos, etc.) e, assim, aprendam a se prevenir e a se defender. É um espaço para o fortalecimento global das mulheres!


domingo, 22 de novembro de 2009

ATO 25 DE NOVEMBRO: Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher

25 de novembro é o dia internacional de COMBATE A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER.

Mulheres vem sofrendo a violência dos homens presentes em suas vidas (companheiros, pais, irmãos, filhos) há alguns séculos, e cotidianamente, muitas vezes em silêncio e culpadas por acontecer, ou muitas vezes sem saber reconhecer como uma violência e especialmente contra elas, por serem mulheres. Só recentemente e nos últimos anos, a agressividade social e individual contra nós está sendo nomeada e combatida, com o avanço dos movimentos sociais, feministas e de mulheres, muita coisa avançou no sentido de reconhecer como uma forma específica de privação dos direitos ao exercício da cidadania.

São 3 mulheres assassinadas por semana em Curitiba e Região Metropolitana, mães de família, trabalhadoras, jovens ou não, pelas mãos de seus maridos e companheiros. Segundo os dados do DataSus, a cada 4 minutos uma mulher é agredida no Brasil. Essas cenas estão acontecendo o tempo todo e agora, e muitas dessas violências acabam por ter um fim trágico, com a morte das mulheres que a sofrem.

A raíz dessa violência está na desigualdade de poder entre homens e mulheres, e numa forma de controle social exigida pela lógica própria ao sistema patriarcal.

O Coletivo de Ação Feminista de Curitiba estará realizando um ato nesse dia e convida a todas para participarem:

das 11:30 às 13:30 na Boca Maldita (rua XV).
das 17:30 às 19:30 na Praça Rui Barbosa.

Venha se somar à essa luta!!

mais informações: acaofeminista@gmail.com

terça-feira, 3 de novembro de 2009

[informes] Oficina de Auto-defesa feminista para mulheres (Wendo) dia 8 de novembro / exibição do filme STONEWALL dia 4



No domingo dia 8 de Novembro haverá oficina de iniciação ao Wendo – Autodefesa Feminista. Esta oficina é direcionada para mulheres a partir de 16 anos de idade, que têm interesse em conhecer técnicas básicas de defesa pessoal, através de uma perspectiva feminista.
Se desejarem, após esta oficina podem integrar o grupo de treino, no qual praticamos técnicas mais avançadas.
Inscrições: wendo.cwb@gmail.com
Telefones: 9638-9067ou 9679-4180
ATENÇÃO! AS VAGAS SÃO LIMITADAS!!

Se você se inscrever e não puder comparecer, favor avisar com 48 horas de antecedência para não tirar a vaga de outra mulher.
A colaboração com os custos da oficina é voluntária e a quantia fica a seu critério! Por favor, não deixe de vir se não puder contribuir!
Recomendamos o uso de roupas leves e confortáveis. Pedimos a todas que tragam seus canecos de casa, para evitarmos desperdício de copos plásticos.


Horário: das 16:00 às 18:00 h.

Tolerância máxima de 10 min.

Após, não será permitida a entrada.

Pedimos que chegue um pouco mais cedo para nos organizarmos.
LOCAL: C.E.U.C (Casa da Estudante Universitária de Curitiba)
Rua Gal. Carneiro 360, Alto da Glória, ao lado da Reitoria e prédio do DCE.
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O Wen-Do é uma autodefesa que surgiu no Canadá nos anos 60, feito por mulheres e para mulheres. Reúne técnicas fáceis para que possam ser usadas de forma efetiva, sem necessidade de força ou condicionamento físico.
Mas não se trata apenas disso; é uma prática que faz com que as mulheres reflitam sobre a violência de gênero em diversos aspectos (físicos, psicológicos, etc.) e, assim, aprendam a se prevenir e a se defender. É um espaço para o fortalecimento global das mulheres!
Sua Filosofia é que todas as pessoas têm o direito de viver uma vida livre de violência, ameaças e insultos – seja em situações extremas ou mesmo no dia-a-dia – pois isso não deveria “ser normal”. Assim, nossa meta é fazer do mundo um lugar seguro para uma mulher!
O Wen-Do é, acima de tudo, uma prática solidária!
Saiba mais em www.wendobrasil.com/wendocwb/






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[outros informes]




Dia 4 de novembro (esta Quarta-feira) venham assistir ao filme STONEWALL e conhecer o coletivo!


Vamos passar o filme no museu da UFPR da Santos Andrade - o MUSA - que conta a historia do bar Stonewall onde começou a desencadear a mais massiva luta LGBTT da história!!!


Hora: 19:00h

Local: Museu de artes UFPR

Trav. Alfredo Bufren, 1403 andar.


Dia 07 de novembro: Primeira reunião do coletivo de Sábado.

Para aqueles que não podem se reunir com a gente em dia de semana e querem participar, o coletivo se reunirá alem das quartas-feiras às 17:30 na reitoria, também dois sábados por mês.Esta primeira será no campus da federal do Botânico no Centro Academico de Fármacia (CAF) a partir das 16:00h.